o sono é importante. porra

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Sou daquelas que quando descobriu que estava grávida tinha certeza de que não iria ouvir o bebê chamar na madrugada. Então fui atrás. Porque se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que se você não sabe, procure. E mesmo achando que achou a resposta, tudo pode, e provavelmente vai, mudar quando a hora da prática chegar. O tal da “tentativa e erro” que falei no post passado.

Quando chegamos da maternidade, colocamos o Gabriel para dormir no moisés ao meu lado na cama. Eu tinha pânico de cama compartilhada, de que um de nós rolasse por cima daquela coisica tão pequena em quem até as roupas RN ficavam enormes. Hoje sei que não é bem assim. E dormir juntinho é sinônimo de dor e delícia.

Enfim, ele ficou ali. Dormindo no cesto até a virada do ano (4 meses). Na primeira noite no próprio quarto, ele foi ótimo. Dormiu de boa. E nós também. Sem abajur, sem luzinha, sem odiar. Ufa!

A maneira que fizemos naquela época foi a que entendemos como melhor e não nos arrependemos. Ele chorava mais pra dormir, e talvez não tivesse sido mesmo a hora dessa separação. Por isso sei que hoje faria diferente e, portanto, diferente foi com o Tomás.

Quando o Totom chegou fomos todos para o quarto dos pais. Levamos a cama do Gabriel, e Tomás dormia no moisés e depois num berço de viagem. Quarto superlotado de gente e de amor. Eventualmente um dos dois ia pra nossa cama. Mas de qualquer jeito, o sono era compartilhado. E assim ficou até mudarmos de casa, quando o Gabriel tinha 1 ano e 11 meses e o Tomás só 4 meses.

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Nosso quarto: Tomás no moisés, Gabriel na caminha numa soneca da tarde

Olha como a vida é fanfarrona! A gente ia fazer diferente, mas o menor acabou passando pro quarto na mesma idade do maior. A diferença? Continuavam compartilhavam o sono. Entre eles. Aqui eles passaram a dormir no mesmo quarto. Mesmo assim, vira e mexe aparecia um bebê na nossa cama de madrugada. No começo era mais o Tomás porque acordava pra mamar e eu preferia ficar com ele por perto para facilitar. Depois passamos a revezar mais, pois Gabriel ficava enciumado.

Posso dizer seguramente que só não fizemos cama compartilhada porque eu e Otavio andávamos exaustos demais e dormir com eles, na maioria das vezes, significava dormir numa posição quase caindo do colchão, o que nos deixava (mais) cansados e com dores no corpo no dia seguinte. E o sono compartilhado não era possível porque o quarto aqui é bem menor e não cabem camas extras. Ainda assim, um colchão no chão era estrategicamente posicionado quando as visitas noturnas eram frequentes, ou duplas, ou um filho doente curava a virose.

Foi uma escolha nossa e que foi bem recebida pelos dois. Eles dormem juntos desde sempre. Isso é muito legal. Raramente um acorda com o choro do outro. Acredito que isso fortaleça a relação deles. E raramente negamos um pedido para dormir na cama da mamãe e do papai. A única condição é que, se um está aqui, o outro fica no próprio quarto. E ai, meus amigos, lá vai mamãe ou papai se espremer e dormir na cama do filho.

(ah! acabou que eu sempre ouvi eles na madrugada, acho que a gente vem com um chip que nos acorda sempre que o bebê respira diferente.)

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