#milnoites A famosa rotina do sono

Uma das primeiras descobertas foi que a tal rotina do sono funciona mesmo. E faz diferença sim. E meus filhos – o mais velho em especial – precisam e gostam dela.

Quando ele era bebê, percebemos que lá pelas 19h30/20h Gabriel sempre dormia. Ainda que acordasse logo mais as 23h ou meia-noite para mamar, era um horário ótimo para que ele fosse pra cama quando emendasse a noite toda. Começamos então a esboçar uma rotina do sono que nos agradasse.

Lá pelas sete era hora do banho, bem calmo, tranquilo. O banheiro já com uma luz mais baixa. Depois íamos até a janela (era verão) para dar “tchau” pro dia e lembrar tudo o que tínhamos feito, locais por onde passamos, pessoas que vimos. Sempre falando mais suave, calmamente, sem excitação. É um momento de “baixar a bola” como diz o Otavio. Depois disso, mamá e historinha até dormir. No colo. Gabriel dormiu embalado no colo até passar pra cama.

Dito e feito. Ser tem coisa que esses livros que mais parecem manuais de robotizar bebês acertaram foi na tal rotina noturna. Em pouco tempo, Gabriel dormia por volta das 20h e só acordava pra mamar. Até hoje é assim. A rotina vai mudando conforme ele cresce e o horário já é um pouco mais tarde. Mas se passa das 21h, ele mesmo levanta e fala que “quer mamá” – código para “estou com sono e quero dormir”.

Tomás não teve muita escolha, como provavelmente a maioria dos segundos, terceiros, quartos (afe!) filhos. Veio em forma de tranquilidade e jamais questionou com choros o horário, a rotina, a maneira, nada. Pelo contrário. Totom não quis ser embalado por muito tempo, passou pra cama antes que conseguisse entrar e sair dela sozinho, dispensou a chupeta sem crise… Mas só parou de acordar a noite quando desmamou mesmo.

Sim. Tentamos acostumá-los a dormir com barulho, sem a casa calma, com luzes acesas e etc. Tudo o que muita gente diz que precisa ser feito para que eles se acostumem a dormir em qualquer lugar. Mas nós não pensamos assim. Simplesmente porque nós mesmos não gostamos de dormir nessas condições. E não nos sentimos confortáveis em fazer isso com eles. Tentamos, só que o Gabriel não é essa pessoa. O Totom sim. Dorme em qualquer lugar, com qualquer barulho, quase em qualquer posição. Se ele tem sono, vem pro colo, se aninha, reclama um pouco e apaga. Sério. A-PA-GA. Gabriel não. Gosta de dormir na cama, no escuro, em um ambiente calmo. E nós respeitamos isso. Não nos importamos nem um pouco. Sono pra gente é coisa sagrada. Eu amo dormir e entendo que preciso respeitar as pessoas que eles são. E essas pessoas são diferentes.

É difícil, é cansativo, mas é muito pior quando por alguma razão, um não dorme bem. O que vem depois é mais difícil – pra mim e, principalmente, pra eles. Hoje em dia, eventualmente, Gabriel até consegue dormir em outros lugares, com outros sons, luzes e agitação. Tudo tem seu tempo.

Afinal, sono é igual gosto: cada um tem o seu, não?

PS – Nenhuma criança aqui foi objeto da experiência de deixar chorar até dormir ou qualquer outra forma absurda de “treino” do sono. Até hoje, eu, Otavio ou nós dois ficamos no quarto com eles até que durmam. Tranquilamente e de maneira que se sintam seguros e conectados.

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