Quando aquela mina vira mana.

Esse ano não tinha nem um pingado de dinheiro pra passar um final de semana fora de São Paulo nas férias. Terminei junho ficando vizinha dos quarenta e programando dias intensos de alternância entre crianças e home office no inverno.

Não tinha nem um pingadinho de grana pra uma celebração de aniversário, um final de semana fora de São Paulo ou mesmo um intensivão de cinema (a conta 4 ingressos + pipocas + água + estacionamento não fechava). Resolvemos ser ousados e nos dedicar às férias em casa, sem muito planejamento, sem curso de férias e com algum trabalho. “A gente se divide e eles entendem melhor nossa rotina real”. Ha – Ha – Ha

Ganhamos conexão, muita risada e briga também. Nós quatro, todo dia, toda hora, todo lugar junto deu pano pra manga: pra manga de amor, pra manga de treta, pra manga de ideias, pra muita manga de culpa.

E então o universo foi bem maroto e colocou na minha frente um trampo capcioso. Pouca (bem pouca mesmo sabe) grana, muitas horas de dedicação e, aparentemente, nenhum reconhecimento ou resultado (até agora). Na pindaíba e louca pra largar produção e escrever cada vez mais, conversamos em casa e topei. Em plenas férias (não que fora dela isso fosse okay), me vi num trabalho que não respeita horário, final de semana, filhos ou marido, vida própria. Retornos (“feedback” na linguagem de agência) durante a noite, madrugadas. Reunião de domingo. E muita culpa materna. Muita mesmo.

Mas então, como Poliana, procurei o lado bom. E essa loucura toda teve dois: Helen Ramos e Mah Lobo. Essas mamas guerreiras com quem dividi o trabalho, as noites, as pizzas e as confissões de mães – e também dividimos a culpa e muitas ideias maravilhosas.

Essas manas com quem me encontro neste vídeo, compartilhando um pouquinho da vibe boa, leve e divertida que rola quando a gente senta e fala desse intenso, misterioso e apaixonante lance de ter filhos.

Adorei o convite HelMother. Chama mais?